Google Ads para médicos: o que pode e o que não pode
Google Ads é o canal mais rápido para aparecer para quem está procurando um especialista agora — e também o que mais desperdiça dinheiro quando é montado sem conhecer duas coisas: as normas do CFM e as políticas do Google para saúde. Este guia cobre as duas e mostra como estruturar uma campanha que gera agendamento.
Duas regras ao mesmo tempo: CFM e Google
O anúncio de um médico precisa obedecer à norma do CFM (comunicação informativa, sem promessa, sem sensacionalismo) e às políticas do Google para saúde, que são independentes e, em alguns pontos, mais restritivas — por exemplo, em imagens de “antes e depois”, em termos de determinados procedimentos e em conteúdo que o Google classifica como sensível. Um anúncio pode estar ok para o CFM e ser reprovado pelo Google, ou o contrário.
O que pode
Anunciar sua especialidade e seus procedimentos de forma informativa (“Ortopedista — agende sua consulta”); citar formação e CRM; direcionar para uma página que explica o procedimento; usar extensões de localização, chamada e agendamento; fazer remarketing para quem visitou o site.
O que não pode (ou é reprovado)
Promessa de resultado ou de cura; superlativos (“o melhor”, “único”); imagens de antes e depois em anúncio (restrição do Google mesmo quando o CFM admite com condições); linguagem de urgência comercial (“promoção”, “últimas vagas”); anunciar especialidade sem RQE; segmentar por condição de saúde do usuário (o Google proíbe personalização por dado sensível).
Estrutura que funciona: uma campanha por especialidade
“Clínica perto de mim” atrai busca genérica e cara. “Ortopedista perto de mim”, “cirurgia de joelho” atraem quem vai agendar. Por isso a estrutura recomendada é uma campanha (ou grupo) por especialidade ou procedimento, com palavras-chave específicas, anúncio alinhado e landing page própria.
Palavras negativas são metade do trabalho: “grátis”, “SUS”, “curso”, “residência”, “vagas”, nomes de remédios e termos de pesquisa de sintoma sem intenção de consulta. Sem negativas, o orçamento vai embora em cliques que nunca agendariam.
A landing page decide o resultado
O clique custa o mesmo se a página converte ou não. Uma landing page para a especialidade — com o que o anúncio prometeu na primeira dobra, credenciais, FAQ e WhatsApp/agendamento visíveis no celular — costuma dobrar a conversão em relação a mandar o tráfego para a home. Veja landing pages.
Sem mensuração, não é campanha — é aposta
Antes de gastar o primeiro real: conversões configuradas (formulário, clique no WhatsApp, clique no telefone) via Tag Manager, importadas no Google Ads, com Consent Mode/LGPD. É isso que permite saber o custo por contato e otimizar. A Nucontroller só liga campanha depois disso — veja Google Ads para clínicas.
Quanto investir
Depende do custo por clique da sua especialidade na sua cidade — varia muito. O caminho honesto é começar com um orçamento de teste, medir o custo por contato por 4 a 8 semanas e escalar o que funciona. Não prometemos custo por paciente; entregamos a estrutura para você enxergá-lo.
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Perguntas frequentes
Pode, com comunicação informativa dentro das normas do CFM e das políticas do Google para saúde.
As causas mais comuns são promessa de resultado, “antes e depois”, termos de procedimento restritos e linguagem de urgência comercial. Reescrever o anúncio e a página costuma resolver.
Não. Uma landing page por especialidade, alinhada ao anúncio, converte bem mais.
Depende do custo por clique da especialidade e da cidade. Comece com orçamento de teste e meça o custo por contato por 4 a 8 semanas.
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